Reencontrei minha profunda essência, minha deusa interior. Comi da carne que nunca falha. Os sagrados cogumelos me mostraram o que precisava ser visto. E quando fechei meus olhos, tudo pude ver.
- Meu interior tinha a cor de tangerina. E sobre aquele impenetrável e sólido plano laranja se formavam mandalas e hieróglifos aparentemente egípcios. Não pude traduzi-los. Não possuo instrução para fazê-lo. Mas pude discernir em termos práticos o que a cor avermelhada deles significava para mim. O laranja, de certo representava minha vitalidade, energia telúrica e pureza espiritual. O vermelho, por sua vez, mostrou que há um emaranhado de confusão, impulsividade e ignorância, com o qual não tenho sabido lidar. Essa revelação me pareceu boa, pois é a confirmação de minhas auto-análises. É um alerta para que eu lute contra o que me corrompe;
- Vi preto, mas não em mim. Um terrível plano de fundo cinza cortado por raios negros. Prefiro não falar sobre isso;
- Mostraram-me um ser de língua falsa, que destila veneno e peçonha.
- Disseram-me que eu tinha lindos cabelos negros. Não era correto nem justo me maldizer.
Sinto-me grata pela carne que nunca falha.
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